20 fevereiro 2009

A ONION FAZ A FORÇA

Ok. Não faço ideia se alguém é frequentador deste famigerado lugar, cujo nome liberta aromas que navegam entre caldo de cebola ou, na pior das hipóteses, sovaco sulfatado. Se é frequentador, parabéns, é sinal que conhece algo mais que este pardieiro e a sua vida não é assim tão deprimente. Por outro lado, fique a saber que mudar de cuecas diariamente e usar desodorizante são o primeiro passo para ter amigos. E amigas também.
Bom. Dizia eu então que The Onion é uma espécie de cebola virtual. Mas das boas, das que não fazem chorar. Quando a descascamos, camada a camada, descobrimos que da América também vem non-sense do bom. Sobre um aspecto de seriedade cênêéniana desbobinam caspa pérfida sobre assuntos que vão do mundano ao intelectual... Tal como nós. Ou seja, são peritos em boçalidade fina.
Como tenho uma costela geek, é habitual "cheirar" o espaço de observação dos gadgets actuais, apesar de sentir que possivelmente irei encontrar a suprema análise a um corta-unhas com leitor mp3 (sempre útil).
Esta é a última pérola que encontrei. Vejai!




19 fevereiro 2009

Momento romantico para homens duros.



Eu que em tempos fui profeta, hoje sou o primeiro Beirão-Romãntico-Tractorista. o prmeiro de muitos.
... e homem que não chore, não é rijo; não merece o controlo do arado, dominar a mestria da leira que se vira lavrada, espancar o vizinho por um copo de vinho.

Sou abdel, mas com muito da Cunha.

bonney m - el lute

13 fevereiro 2009

ÚLTIMA HORA!

Foto dos gansos que provocaram a queda do avião da US Airways!



* Desculpem lá qualquer coisa. Estou com diarreia.

09 fevereiro 2009

Se vem no jornal é porque sim. Aleixo e a verdade do mundo!

Deixo-vos um gostinho de uns grandes amantes da caspa dos dias...

Sei que já é visto e fica de fora das linhas por cima do belo naperon, mas ajuda-vos a passar algum do tempo a mais que têm para vir a este nosso boteco. Ah! E aparece cá o Nelso e fala-se de pinga...

Eheheh. Já o tirei, que estava sempre a moer a cabeça das pessoas e a minha também. Se o querem, é aqui.

E fica a vénia ao Abdel por mais um contributo utilitário maravilhoso.

Abracito

08 fevereiro 2009

Mistérios da vida não resolvidos. (Nem na Biblia nem no Alcorão!)


Pois bem, assim se inicia mais uma rubrica - que provavelmente não será continuada - que merece todo o nosso respeito. Assim anda a vida, alheada e de infortúnios recheada, tristezas e misérias televisivas num copioso continuar... vá. Desta forma iniciada pergunto:

!Para onde vai aquele amendoim descascado que cai na tigela das cascas!? Para onde, que estranho destino?


Todo vosso,

abdel.


Ps: Note-se que não busco a resposta, mas sim a inquietação, o nervoso miudinho entre os dedos dos pés que pode ser ou cotão ou sarro. Procuro estremecer os pilares e nisso serei visionário, o Mesiha debaixo do vosso colchão, o Salvador entre as cruzetas das vossas camisas, para vos assustar e afagar logo depois. Sou eu, cheguei. Aqui estou, venerem-me que não duro sempre.

23 janeiro 2009

O ESTRANHO CASO DE ANTÓNIO FERRÃO




O mais recente filme de David Fincher, O Estranho Caso de Benjamin Button, adaptado do homónimo conto de F. Scott Fitzgerald,  não é assim tão descabido cientificamente como escreveram na imprensa em geral. 
Como devem ter lido (isto para aqueles que frequentam este estaminé e sabem ler, que são dois ou três. Os outros vêm pelas imagens e por isso tentamos colocar fotos em todos os posts),  o caso médico apresentado não existe. Dizem eles. Mas nós sabemos mais.
Eric Roth também. Para adaptar a obra para a grande tela, quase de certeza que tinha conhecimento deste caso passado entre nós, mas pouco mediatizado. Como sabemos nós que ele sabia? Fomos nós que lhe contámos, ali ao Proença, que ele costuma lá ir comprar tabaco e pastéis de bacalhau.
Bom, como já devem ter reparado, na imagem nada de novo, apenas a constatação lado a lado daquilo que já todos suspeitávamos: António Manuel Neves Ferrão a.k.a. Toy e Hervé Villechaize a.k.a. Tattoo são uma e a mesma pessoa.
O que quer dizer que o Toy nasceu velho e está mais novo actualmente!
Tataaaaaaaaaa!!!!!!
Pfff... Benjamin Button my ass!

PACHECO, VOLTAIRE E DELICIOSAS SANDES DE MERDA

Trago-vos o saudoso Luiz Pacheco, essa mitológica persona que poderia muito bem pertencer a esta tribo Celsiberiana do caralho. Do emaranhado de estórias mirabolantes que compõem a vida do mestre, escolhi esta por duas razões: fazem falta gajos deste calibre e a segunda não tem nada a ver. 
Agora, com licença que vou ali comer uma deliciosa sandes de merda*.



* Aparentemente o Bruno da Ponte parece ter comido muitas e hoje é editor.

A CADERNETA

Boas. Parece que alguém se debruçou atentamente sobre um assunto deveras importante e há muito merecedor de umas finas linhas sobre o mesmo. Espantoso como consegui dizer quase nada com tantas palavras! Mais ou menos como as figuras que irão ver de seguida. São o nada, mas escrevem tantas palavras sobre elas.
Bom, dêem uma saltada aqui e votem no vosso favorito.

21 janeiro 2009

Sabiam que...



Quem gosta de maionese? Eu!
Para duplicar o seu volume sem alterar o sabor, juntem às colheres de maionese o dobro de colheres de água! A maionese não talha e continua deliciosa como sempre.

Abdel.

Esta dica tem o alto patrocínio da tasca Proença.
Onde o bacalhau em bolo, me deixa tolo.

16 janeiro 2009

CHUCK... AGAIN

Boas.
Desculpem, mas não me canso de trazer "The Greatest Human" à baila sempre que posso. É o maior. Até em cartoons...

A VERDADE, SEGUNDO LYNCH

David Lynch tem uma opinião sobre tudo!

15 janeiro 2009

ANO NOVO, NAPERON NOVO





Boas Celsiberage.
Memorizem bem a imagem acima, pois é a última vez que vêem o papel que ornamentava este barraco.
Bem, este post é somente para assinalar o facto de finalmente ter arrancado o papel das paredes e forrado as mesmas com naperon. Do bom, diga-se. Dei um toque de nostalgia com o papel de linhas (eu sei, um belo papel selado azul de 25 linhas é que era) e umas cores tipo canetas BIC. Daquelas que usávamos na primária.
Quanto ao papel selado azul de 25 linhas, é favor de preencher um a requerer a utilização do mesmo como fundo do blogue.
Abreijos e despeço-me calorosamente até à próxima.

14 janeiro 2009

Foi o Revilhão.



daqui,
abdel.

CHUCK, THE GAME



Mais uma homage esta que vos trago, a outro herói dos nossos dias.
Se havia momentos mortos na vossa vida, estes deixarão de existir! Passarão a contabilizar dezenas de mortos, agora que têm CHUCK NORRIS, BRING ON THE PAIN, para o telemóvel!
Uhuuuuuuuuu!!!!
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Deixei este espaço em branco para vos deixar gozar o momento.
Apesar de bastar dizer que é sobre e com o Chuck, o que por si só é argumento bastante para qualquer um querer ser um jovial possuidor de jovens colegi... um jovial possuidor deste jogo, saibam ainda que podem lutar contra Fidel ou Kim Jong-il. Grande, enorme!
Bom. Um dos aspectos que me trás lágrimas de riso é que a cada Loading Page aparece uma frase hilariante sobre o Chuck. Pérolas como :

“Chuck Norris’ tears can cure cancer. Too bad Chuck never cries”

"There is no 'ctrl' button on Chuck Norris's computer. Chuck Norris is always in control."


Resumindo, é preciso jogar para sentir a força de Chuck. Ou, foi preciso o Chuck para eu sentir a força de um jogo de telemóvel.

** Recomendo vivamente que se jogue durante o dia para evitar pesadelos.

KAIN, O MESTRE DO KUNG FU



Não tenho palavras para descrever este momento televisivo. Na minha restrita galeria de heróis, até hoje apenas Chuck Norris, o homem que nasceu numa cabana que fez com as próprias mãos, tinha apresentado argumentos para assim ser chamado: um herói.
Isto até ontem. Kain... Kwai Chang Kain. O mestre do Kung Fu é o mais recente herói a entrar na minha galeria! Esta poderosa série dos anos 70, que por certo inspirou Walker, The Texas Ranger (alguns planos são quase iguais) é um portento. Quase digo, em tom de blasfémia, que põe Walker a um canto. 
Se não acreditam vejam a amostra!
Ah! E como não bastasse ter dado para aí durante 20 anos, vai ser alvo de um filme este ano! Uhuuuu!

Tatatataaaa tataaatataaaa tatataaaa tataa taaaaaaaaaaaaa

Agora compreendo porque dizem que em velho se é de novo criança. Daí gostar-se de "brincar" aos médicos com os semelhantes. Ou não? Seja.
Herbert, The Pervert, o tributo que faltava a todo o potencial candidato a porteiro casapiano.

Agora, acompanhem, com voz de falsete, duas oitavas acima e ligeiro tremollo:
Tatatataaaa tatatataaaa tatatatata tata taaaaaaaaaaaaa

VOZ AO POV... estavas bem era com a Amália, pá!

Por vezes a voz de um único homem continua a ser o bastante para espelhar a opinião geral. Ou o espelho único é opinião de uma voz única... Em geral. Confuso? Também eu e mesmo assim não deixo de usar cuecas. Em suma, apenas quero alertar a vossa atenção para o facto de estar a ficar sem meias com cano, o que é sempre uma maçada por ficar com os tornozelos frios, mas bom para ir ao engraxate do Rossio.
Bom, tudo isto para vos dizer para micarem aí o vídeo do shor Picoto, um mestre da arruaça e um poeta, portanto, um político em potência, portanto, um poeta Alegre e lírico em gestação.



PS (o scriptum anh?):
Então, continuação e um bom anito... coiso e tal.

09 dezembro 2008

O mito!

Bem sei que começa a ser uma fixação do demo, mas não é possível deixar um achado destes sem a devida partilha. Percam pois o vosso inútil tempo neste que poderá ser considerado o site de maior qualidade da estrutura caspórea global.


Isto aqui é para ver com calma.

19 novembro 2008

Chuck Norris.


Grande, o Norris acedeu ao convite e roubei-lhe um segundo do seu caro tempo para oferecer um bem-haja ao grupo. Levei uma box de Udaca, mas negou-se - fiquei logo com pé atrás.
Palavra puxa palavra contei, sem querer, que ele foi a minha segunda escolha:
- Quem eu queria mesmo era o Bruce.
Ainda hoje ando foragido, por partes incertas, e se alguém me vir diga "Acabei de o ver para os lados do Mundão!"
daqui,
abdel.

(ponto final)

ESTE ESPAÇO

FOI DEIXADO EM BRANCO

INTENCIONALMENTE.

17 novembro 2008

Hã?

Ideia para uma história: naquele tasco onde sempre ía, o homem bebe uma taça tinta. O sabor amargo de taninos farto, cor vermelha a cair de cinza - um morto com três horas de espera para o enterro - e aquela acidez que sobe mal se assapa a borra no estômago. Limpando os lábios, revoltado, depois do ultimo trago, disse:
- Isto é marrado, que eu sei porque fui toureiro.
.

12 novembro 2008

COISAS DO CATANO

Ok. Isto já não é novo, mas caspa com uma certa idade dá um toque vintage a este pardieiro mal afamado. Pouco há a dizer sobre isto. Mesmo já tendo visionado "isto" há bastante tempo, continuo a ficar impressionado com o conteúdo. E sabem vós que é necessária uma grande dose de hiper-realidade, servida ao almoço e regada com tinto Santinho de preferência, para assolar esta mente pérfida. Atentai, pois, aos dois minutos e meio mais inutilmente desperdiçados a fazer... a fazer... coiso! Eis Chris Crocker, esse mito.



Claro que não vos ia deixar a sofrer com esta atrocidade. Sou vil, mas nem tanto. Just in case, ainda hoje, limo graciosa e pacientemente o meu pequeno, mas garboso machado para a eventualidade de me cruzar com este personagem. Sim, porque pode precisar sempre de alguém para lhe rachar a lenha.
Para acalmar docemente a vossa psique, apresento-vos Seth Green, o "Chris" de Family Guy (esse grande expoente de cotão cartunesco) e a sua versão "Crockiana".



Sinceramente, fico com a sensação que o original é mais hilariante que o "cover", apesar de ambos terem bigode, excepto o original.

11 novembro 2008

Lambona?

No início não tinha a certeza se o vídeo abaixo passaria no filtro que controla a qualidade do fluxo de toda e qualquer tipo de inutilidade neste mostruário de vacuidade, mas rapidamente compreendi: este post é verdadeiramente, de forma bruta e atroz, um contributo desnecessário.




Aqui ficou e dispenso agradecimentos.

06 novembro 2008

"FAxISTAS" COM x DE "Ó FAxAVOR"

É verdade, meus caros... por vezes sinto uma nostalgia tremenda no que concerne a circo. Cardinalli, Chen e mesmo o televisionado Circo do Mónaco são espaços para sempre cotonizados nesta memória enevoada por vapores etílicos. Surpreendido fui quando a actividade circence atravessou meio Atlântico e assentou a lona no hemiciclo (aquilo é um hemiciclo ou uma mesa de sueca? Tive a impressão de ver um dominó numa das bancadas) do Parlamento da Madeira. Nada que surpreenda quem segue atentamente as sessões parlamentares madeirenses, como eu e mais 2 indivíduos, residentes no Júlio de Matos. Já agora, ambos pediram encarecidamente que divulgasse que o Unabomber não usava boxers mas trousses ÇaVa, embora o de bigode insistisse que isso não teve repercussões na subida do Brent. Tenho dúvidas. E um pelo encravado num dedo do pé, o que é grave, visto não ter pelos nos dedos do pé.
Já que referi o Júlio de Matos... não acham que este militante, dessa enormíssima força política,  liderada pelo futuro-Garcia-Pereira*-mas-sem-o-mesmo-carisma-embora-os-óculos-demodé, Manuel Monteiro, parece um evadido dessa instituição?



* E peço desde já, as minhas sinceras desculpas a Garcia Pereira por ter usado o seu nome numa mesma frase que o nome Manuel Monteiro.

E siga!

Vá, vá. Gostar disto é normal... Também podem achar que este cromo tá lá. Eu deixo.


30 outubro 2008

O voto!



Eu voto! E você?

daqui,
Abdel.





ps: o album também é muito bom.

22 outubro 2008

Livros da Nossa Vida III

Retomo a rubrica Os Livros da Nossa Vida com alegria - facto é, até pela natureza da minha pessoa que não me deixa ser de outra maneira que não esta! -, mas principalmente com um sentimento de precaução, atento aos dias novos, a estes ares que se erguem.
O Homem anda diferente: não é outro, é novo. E, assim, outros Homens são precisos, preparados e armados com novas ferramentas para os acasos - ou não. Ou porque os bancos já não emprestam como emprestavam e o sujeito simples tem que - naturalmente, acrescento - pedir noutros locais, munido com novos argumentos; ou porque jovens desconhecidos pedem emprestados os carros sem os devolverem, o Homem Novo tem que acelerar no vento do contratempo, recorrer às ferramentas que Deus lhe deu - mãos e capacidade de ler esquemas- e seguir este belo compêndio que trago hoje ao escaparate.
O Livro não é novo, mas cumpre com o Vento do Auspício: o leitor pode finalmente construir a sua própria bazuca e tomar o rumo dos novos tempos com um companheiro fiel - atenção que uma má montagem pode também acabar com a própria vida.
Leia Como construir a Sua Própria Bazuca, e seja um Homem Novo, dos Novos Tempos.

Daqui,
Abdel.

21 outubro 2008

Do bolo rei e outras histórias.



Verdade; sempre gostei dele. Desperta-me coisas novas pelo corpo fora. Coisas assim tipo... náusea e aflições diversas. O homem-mandíbula despertado da tumba pelo povão mais arreigado à doutorite suprema continuará a fazer das suas.

Quase que o ouço dizer: "Se o teu marido come de boca aberta, não te divorcies. Ainda te tramas. Ah, pois, por causa de uma lei que eu não vetei apesar de dar conta que está mesmo mal"...

Isto da constitucionalidade nas mãos de robôs sem sorriso....

A notícia em causa reza assim:

«O Presidente da República promulgou hoje a nova Lei do Divórcio, deixando, contudo, um alerta para as situações de "profunda injustiça" a que este regime jurídico irá conduzir na prática, sobretudo para os mais vulneráveis.

"O novo regime jurídico do divórcio irá conduzir na prática a situações de profunda injustiça, sobretudo para aqueles que se encontram em posição de maior vulnerabilidade, ou seja, como é mais frequente, as mulheres de mais fracos recursos e os filhos menores", lê-se numa mensagem de Cavaco Silva, publicada no 'site' da Presidência da República».

Sempre do lado da Justiça e dos desfavorecidos!!
Nem sei que diga. Vejam mais aqui e aqui. Ah, Presidente dum catano!

15 outubro 2008

Cães.

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"They always have flowers. Every dog always has flowers, fresh, all in
neat little clusters on each grave. It's enough to make you cry."
Bukowski
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“... a verdade é que nada disso teria importância, não fora a tamanha satisfação que sentira ao lamber as mãos dos outros homens.”, latiu ela. Rebola, como rebola o sol sobre ela, e aquecida agradece o bendito alimento que recebe sem praticamente o pedir. A verdade: ser cão merece um aplauso; mas não serei optimista ao ponto de pensar que ser cão – cadela no caso – será a melhor condição de um ser vivo – seja ser vivo toda aquela substancia que um dia ganhou vida.
“Este é o meu primeiro enterro. Tenho 19 anos.” Testemunho.
Pontapeei a pedra solta na minha frente e nem um ganido suou. Nada suou daquela pedra solta: era uma pedra de calçada, branca e bela como um dente velho, cinzelada algures no meio do tempo e - imagino que? - nem um ganido ou latido suou quando aquela pedra de calçada foi cinzelada. A verdade: as pedras não são um ser vivo. Ora, poderei pensar, agora que acabei de te pontapear – e acabei de falar com uma pedra, reparem! – a melhor condição de um ser vivo é ultimamente ter a sorte de algures num tempo futuro se tornar uma pedra de calçada. Com azar te soltarás, penso, com muito azar serás pontapeada, continuo, mas melhor e mais perfeito, com azar voltarás para o mesmo buraco onde viveste – como quem diz – todos aqueles anos, imóvel ao lado de uma quantidade enorme de pedras caladas e cinzeladas com a mesma arte: não possuem qualquer diferença entre si, são seres perfeitos e iguais, moldados na perfeição do azar, mas terrivelmente aborrecidos. Ser pedra de calçada é ser pobre e miseravelmente insignificante – para além dos prazeres da ignorância da dor. Ser cão é ter apenas uma possibilidade de procurar prazeres com a satisfação da dor; note-se que pontapeado o cão gane, mas com o tempo o som desaparece com o hábito. “A pedra habituou-se”, penso. Daqui chego ao cemitério de cães: um cão enterrado transforma-se em terra, mais tarde em pedra, depois, e se forem muitos, numa pedreira.

14 outubro 2008

A MERDA DAS FOTOS. OBRIGADO




Se há casos em que o trabalho de equipa e a confiança necessária nessa mesma equipa existe, a área gráfica é um deles. Imagino a tromba do fotógrafo e as bolas do articulista a rebolar pelo chão ao ver isto.
Mas interessa-me outro pormenor. Ressalve-se a fineza do "Obrigado", o que revela uma pessoa bem educada e formada ao contrário do que a palavra "merda" pode sugerir. Ora vejamos: se apenas vos desejar um " Ide à merda." sou um gajo sabujo e pulguento. Se vos ofertar um "Com a vossa licença, ide à merda. Obrigado e bom dia", serei um tipo educado, embora com mau hálito sazonal. O que deve ser o caso do articulista.